Escrever é um exercício do pensar. Faz tempo que não escrevo, mas isso não quer dizer que tenho pensado pouco, mas justamente pelo contrário, ando pensando demais e por isso precisei de determindao tempo para arrumar tais devaneios.
Minha última publicação traz um conteúdo um tanto quanto resolutivo de uma crise. O título é sugestivo, fala sobre crise e naufrágio, trazendo intercessões entre minha vida e a de um personagem chamado Chuck Nollands, o Náufrago. Durante todo o texto comparo minha crise com a história relatada no filme, afirmando que não sabemos o que a maré pode nos trazer.
De uns meses para cá, comecei a ler alguns autores adeptos do Teísmo, como C.S. Lewis, Ed René Kivitz entre outros. Identifiquei-me com algumas premissas, posso até afirmar para você, que dizer que um estupro de uma inocente numa esquina de São Paulo, não pode ser atribuída a vontade de Deus, pois assim o mesmo retiraria a culpa do criminoso. Mas também creio que Deus não está sentado em trono distante e omisso a ponto de não impedir que nada disso ocorra e ao mesmo tempo, não retiro do ser humano a parcela de culpa pelos males que permeam nossa sociedade mediante nosso livre arbítrio dado pelo Criador.
Depois de algumas meditações e vivências neste tema, pude perceber que coisas ruins acontecem a pessoas "boas". Doenças, desemprego, divórcio, acidentes e todos os tipos de males que afetam a humanidade, também podem atigir a nós (filhos de Deus). Dentro desta análise pude compreender que é preciso realmente entender aquilo que o Mestre disse: "No mundo tereis aflições..." Ele avisou! Bobo é quem se auto denomina Príncipe e Princesa...Somos todos filhos de Deus. Todos! A diferença está em quem caminha ou não com Ele.
Quando se caminha com Deus, ainda que não se veja a finalidade, você sabe que ela existe, sabe que Ele está com você, e por isso confia e assim descansa, e não toma atitudes desesperadas, pois só as toma, que não tem esperança, pois esperança e desepero, cada um a seu país são estrangeiros um do outro. Por isso digo que Deus não é omisso, pois não dá para ser omisso e andar junto contigo. Devemos concordar. Ele também é justo, não atribuindo a si a culpa do estupro, pois por mais doente que o estuprador seja, ele precisa ser julgado, sendo assim, mais uma vez digo que Deus não é omisso. Deus também não pode pagar, por algo de minha natureza, ou seja a liberdade, e mais vez digo que ele não é omisso, pois Ele nos diz o que é certo ou errado.Ou você não sabe distinguir isso, mesmo sem nunca ter lido a Bíblia?
Crendo desta forma, afirmo que estamos sob um propósito tremendo. E que mesmo sem saber o que vem pela frente, mesmo com a visão turva, mesmo com os pensamentos emaranhados, sei que existe um Deus que raciocina, um Deus que me respeita, um Deus que me conhece e se relaciona comigo. O melhor de tudo isso é saber que ele não trata a humanidade como seu brinquedos. Deus me deixa duvidar até mesmo de sua existência, por várias e várias vezes. Isso é que me fascina Nele, pois seria muito fácil fazer aquilo que é bom para cada um, ou até mesmo eliminar o mal do meio da humanidade se é tão poderoso quanto dizes. Mas se tudo está assim, é porque nós mesmos criamos tal pano de fundo. Afinal, nenhuma guerra, nenhuma intolerância é mandamento de Deus, mas fruto da mentalidade e pequenês humana. Então se Deus eliminasse tudo isso, varreria também a humanidade, pois mesmo em um mundo pluralista, pós- moderno etc, no final das contas continuamos absolutos em nossas crenças até quando afirmamos que nenhuma crença é boa, estamos embasados em alguma.
Ou seja, precisamos reconstruir a ética, resignificar algumas Instituições e apontar a direção para um caminho menos perigoso e perder menos tempo procurando de quem é a culpa, mas buscando soluções mais cabíveis ao nosso Ser Humano, á nossa vontade e a vontade Dele.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Entre a crise e o naufrágio
Faz tempo que não escrevo. Fiquei durante este período, pensando como iria relatar minha experiência de uma maneira eficaz e compreensível.
Deste modo devo afirmar que nesta vida toda lógica é falha. Decidi portanto me agarrar no pensamento humanamente ilógico de Deus.
Como todos sabem, sou educador e me considero um filósofo nato, pelo meu modo de pensar e viver a vida. Penso logo existo é o meu lema e não costumo me conformar com idéias prontas.
Gosto de questionar a vida, seus padrões, valores morais e éticos, práticas e costumes e percepção do cosmo. Penso na relevância de algumas situações e suas consequências. Como Cristão acredito na Bíblia e como filósofo creio que a mesma é e contem a palavra de Deus. Sou herege pelo ponto de vista crítico em relação aos dogmas de uma moral cristã contaminada por algum tipo de esvaziamento ético de Cristo e certas invasões hipócritas de pensamentos levianos e irresponsáveis de alguns pseudo-líderes que encontramos por aí.
Sendo assim, não poderia deixar de afirmar que sou apenas um ser humano, cheio de dúvidas, ansioso, inseguro e dependente de Deus.
Lendo a Bíblia, aprendi e observei em Moisés o que é ser dependente de Deus, quando o mesmo afirma que se a presença de Deus não estivesse com ele, que o Senhor não o fizesse subir. Aprendi também que maldito é o homem que confia no homem (em si mesmo, eu afirmaria).Mas como diria Ed René Kivitz, "Na prática a teoria é outra".
Em tempos de crise, conclui pragmaticamente algo que ouço desde criança,aprendi que preciso ser dependente e confiante em Deus, e que somente Ele pode resolver minhas dúvidas e acertar meus caminhos. Aprendi mas não pratiquei.
Sendo filósofo, quis abandonar a Filosofia(como se pudesse), como educador, desisti de ensinar. Busquei para mim, e em mim soluções para sair de minha crise. Encontrei as soluções, arrumei tudo, modifiquei minha vida, tracei novos rumos e novas metas. Me conformei com meu bocado e fui pro meu canto pedindo que me respeitassem, que me deixassem em paz com minha decisão, criei até uma frase: "Quem vive de sonho é padeiro". Seria cômico se não fosse trágico. Mas lá no fundo, bem no fundo eu estava infeliz. Todas as noites eu colocava a cabeça no travesseiro e pensava num Paulo que não era eu. Pela manhã olhava no espelho um homem vazio de seus ideais, mascarado e vendido, usurpado e corrompido por uma suposta mudança que ainda não havia feito minha cabeça. Dia após dia deixei meus livros pra trás, pois não me considerava digno de le-los outras vezes embora minha alma os tivesse decorado. Me sentia com o corpo em lugar e a mente em outro. Mas a lógica capitalista me dizia que eu devia seguir me corrompendo, me vendendo e desistindo de mim mesmo. Foi dentro do olho deste furacão que Deus agiu comigo parecidamente com o personagem do filme "Náufrago". Deus me deu uma vela, para que eu construísse meu barquinho. Hoje estou em cima dele. Mesmo que ainda precariamente, continuo navegando sentido aos meus sonhos, sonhos que o meu Deus não permitiu que eu desistisse. Confesso que a viagem está sendo longa, cansativa, as vezes, meu barquinho quase quebra, mas aprendi que se Deus deu a vela, é porque o vento existe e que quem vive de sonhos não é só o padeiro, mas Deus! Pois percebi que foi ele quem os introduziu em meu coração e que não permitiu que eu desistisse, desafiando toda minha lógica humana.
Posso analisar, contudo que se eu tivesse realmente deixado meus planos nas mãos Dele desde o início, talvez eu já estivesse chegado na praia. Mas a principal lição é: Confiar em Deus, é não confiar em si mesmo, pois enquanto quisermos dividir o espaço com Deus, não deixaremos a vontade para agir em nossas vidas.
Deste modo devo afirmar que nesta vida toda lógica é falha. Decidi portanto me agarrar no pensamento humanamente ilógico de Deus.
Como todos sabem, sou educador e me considero um filósofo nato, pelo meu modo de pensar e viver a vida. Penso logo existo é o meu lema e não costumo me conformar com idéias prontas.
Gosto de questionar a vida, seus padrões, valores morais e éticos, práticas e costumes e percepção do cosmo. Penso na relevância de algumas situações e suas consequências. Como Cristão acredito na Bíblia e como filósofo creio que a mesma é e contem a palavra de Deus. Sou herege pelo ponto de vista crítico em relação aos dogmas de uma moral cristã contaminada por algum tipo de esvaziamento ético de Cristo e certas invasões hipócritas de pensamentos levianos e irresponsáveis de alguns pseudo-líderes que encontramos por aí.
Sendo assim, não poderia deixar de afirmar que sou apenas um ser humano, cheio de dúvidas, ansioso, inseguro e dependente de Deus.
Lendo a Bíblia, aprendi e observei em Moisés o que é ser dependente de Deus, quando o mesmo afirma que se a presença de Deus não estivesse com ele, que o Senhor não o fizesse subir. Aprendi também que maldito é o homem que confia no homem (em si mesmo, eu afirmaria).Mas como diria Ed René Kivitz, "Na prática a teoria é outra".
Em tempos de crise, conclui pragmaticamente algo que ouço desde criança,aprendi que preciso ser dependente e confiante em Deus, e que somente Ele pode resolver minhas dúvidas e acertar meus caminhos. Aprendi mas não pratiquei.
Sendo filósofo, quis abandonar a Filosofia(como se pudesse), como educador, desisti de ensinar. Busquei para mim, e em mim soluções para sair de minha crise. Encontrei as soluções, arrumei tudo, modifiquei minha vida, tracei novos rumos e novas metas. Me conformei com meu bocado e fui pro meu canto pedindo que me respeitassem, que me deixassem em paz com minha decisão, criei até uma frase: "Quem vive de sonho é padeiro". Seria cômico se não fosse trágico. Mas lá no fundo, bem no fundo eu estava infeliz. Todas as noites eu colocava a cabeça no travesseiro e pensava num Paulo que não era eu. Pela manhã olhava no espelho um homem vazio de seus ideais, mascarado e vendido, usurpado e corrompido por uma suposta mudança que ainda não havia feito minha cabeça. Dia após dia deixei meus livros pra trás, pois não me considerava digno de le-los outras vezes embora minha alma os tivesse decorado. Me sentia com o corpo em lugar e a mente em outro. Mas a lógica capitalista me dizia que eu devia seguir me corrompendo, me vendendo e desistindo de mim mesmo. Foi dentro do olho deste furacão que Deus agiu comigo parecidamente com o personagem do filme "Náufrago". Deus me deu uma vela, para que eu construísse meu barquinho. Hoje estou em cima dele. Mesmo que ainda precariamente, continuo navegando sentido aos meus sonhos, sonhos que o meu Deus não permitiu que eu desistisse. Confesso que a viagem está sendo longa, cansativa, as vezes, meu barquinho quase quebra, mas aprendi que se Deus deu a vela, é porque o vento existe e que quem vive de sonhos não é só o padeiro, mas Deus! Pois percebi que foi ele quem os introduziu em meu coração e que não permitiu que eu desistisse, desafiando toda minha lógica humana.
Posso analisar, contudo que se eu tivesse realmente deixado meus planos nas mãos Dele desde o início, talvez eu já estivesse chegado na praia. Mas a principal lição é: Confiar em Deus, é não confiar em si mesmo, pois enquanto quisermos dividir o espaço com Deus, não deixaremos a vontade para agir em nossas vidas.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
A Manifestação dos filhos de Deus II
Já escrevi anteriormente sobre a manifestação dos filhos de Deus. Hoje volto a abordar esta temática, pois se faz relevante ao menos a minha mentalidade cristã. Mesmo tratando da minha mentalidade cristã, jamais deixaria de compartilhar. Na Sexta-Feira conversei com um Pastor que compartilhou comigo uma tristeza muito grande em seu coração ao ver um homem em seu leito de morte. Este Pastor em seu relato, movido de íntima compaixão por aquele homem e sua família, deixou escapar algumas insatisfações com a postura do povo de Deus em relação aos pobres, aos doentes, aos perdidos e todo aquele tipo de gente que costumamos deixar de lado.
Eu creio com a fé firmada em meu Salvador, que o Povo de Deus, foi escolhido e eleito para levar ao Homem aquilo que recebeu mediante a Graça que o alcançou. Fico pensando que agora, enquanto estou sentado a frente de meu computador digitando este texto, pessoas estão chorando por seus queridos a beira de uma sepultura, mães procuram seus filhos desaparecidos, moradores de rua são banalizados por nós e por nossos governantes e que moribundos agonizam em seus leitos e posso afirmar que alguns não verão o final deste dia. E eu, continuo aqui, escrevendo sem fazer nada, sem ter compaixão de nenhum destes.
Na minha opinião, nós enquanto filhos de Deus, não estamos nos manifestando como deveríamos. Aquela canção que me refiro no último texto sobre tal manifestação diz: " A Criação geme pela manifestação dos filhos de Deus." E nós estamos todos os Domingos nos manisfestando DENTRO dos templos. Amados temos que nos libertar da mentalidade de Igreja como um fim e resignifica-la como um meio, um instrumento propagador de graça e verdade transmitidos pelo Evangelho.
Meu irmão querido, a criação geme: A beira da morte, o agonizante busca até o último momento, o sentido para sua vida. Sentado a beira de um meio-fio, um mendigo busca a resposta para tal situação. Nas esquinas da vida, as prostitutas, os travestis buscam a verdadeira paz. Ou seja, o gemido ecoa, mas nós não escutamos simplesmente porque confundimos o Reino de Deus com trabalho eclesiástico e ao invés de nos manifestar como proclamamos na canção, preferimos nos cansar com as reuniões de ministérios, ensaios e participações especiais nos cultos e ao final do dia dizer que cumprimos nossa parte no Reino. Seria cômico se não fosse trágico!
Não sou contra a eclesia, mas sim a favor de um evangelho consistente, que não se prende a paredes e instituições. Sou a favor de um Evangelho andarilho que busca os perdidos, que caminha em direção dos necessitados e lhes estende a mão!
Ainda há tempo para mudarmos, ainda existem vidas que precisam de nós! Vamos romper com as barreiras do egoísmo e compartilhar a vida que Ele deu para a Humanidade através da cruz. Jesus morreu por TODOS e é nosso dever fazer com que isso seja vivido por toda a criatura. Esqueçamos os presentes, as dádivas, as promessas que buscamos DENTRO da igreja todos os Domingos. Benção maior, dádiva maior e promessa maior de Deus para nós é sermos canal de seu fluir para o mundo!
Sejamos atentos ao gemido da criação!
Eu creio com a fé firmada em meu Salvador, que o Povo de Deus, foi escolhido e eleito para levar ao Homem aquilo que recebeu mediante a Graça que o alcançou. Fico pensando que agora, enquanto estou sentado a frente de meu computador digitando este texto, pessoas estão chorando por seus queridos a beira de uma sepultura, mães procuram seus filhos desaparecidos, moradores de rua são banalizados por nós e por nossos governantes e que moribundos agonizam em seus leitos e posso afirmar que alguns não verão o final deste dia. E eu, continuo aqui, escrevendo sem fazer nada, sem ter compaixão de nenhum destes.
Na minha opinião, nós enquanto filhos de Deus, não estamos nos manifestando como deveríamos. Aquela canção que me refiro no último texto sobre tal manifestação diz: " A Criação geme pela manifestação dos filhos de Deus." E nós estamos todos os Domingos nos manisfestando DENTRO dos templos. Amados temos que nos libertar da mentalidade de Igreja como um fim e resignifica-la como um meio, um instrumento propagador de graça e verdade transmitidos pelo Evangelho.
Meu irmão querido, a criação geme: A beira da morte, o agonizante busca até o último momento, o sentido para sua vida. Sentado a beira de um meio-fio, um mendigo busca a resposta para tal situação. Nas esquinas da vida, as prostitutas, os travestis buscam a verdadeira paz. Ou seja, o gemido ecoa, mas nós não escutamos simplesmente porque confundimos o Reino de Deus com trabalho eclesiástico e ao invés de nos manifestar como proclamamos na canção, preferimos nos cansar com as reuniões de ministérios, ensaios e participações especiais nos cultos e ao final do dia dizer que cumprimos nossa parte no Reino. Seria cômico se não fosse trágico!
Não sou contra a eclesia, mas sim a favor de um evangelho consistente, que não se prende a paredes e instituições. Sou a favor de um Evangelho andarilho que busca os perdidos, que caminha em direção dos necessitados e lhes estende a mão!
Ainda há tempo para mudarmos, ainda existem vidas que precisam de nós! Vamos romper com as barreiras do egoísmo e compartilhar a vida que Ele deu para a Humanidade através da cruz. Jesus morreu por TODOS e é nosso dever fazer com que isso seja vivido por toda a criatura. Esqueçamos os presentes, as dádivas, as promessas que buscamos DENTRO da igreja todos os Domingos. Benção maior, dádiva maior e promessa maior de Deus para nós é sermos canal de seu fluir para o mundo!
Sejamos atentos ao gemido da criação!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Tempo de Deus
Recentemente fui chamado de Xiita, devido meu radicalismo. Creio não ser tão radical assim, costumo dialogar bastante, estudar bastante e pesquisar ainda mais. Quando me peguntam sobre céu e inferno, costumo responder que não sei se realmente estão lá onde todos dizem. Acredito que o Universo passou realmente a existir a partir do Big Bang, mas que Deus impulsionou este fenomeno, e que os seis dias em que o mundo foi criado, podem ser substituídos por alguns bilhões de outros anos diante da linguagem figurativa encontrada no livro de Gênesis. Faz um tempo que passei a pensar que a Nova Jerusalém, e os Novos Céus e a Nova Terra, seriam nada mais que uma transformação ética do ser humano através do Evangelho de Jesus, que uma substituição física do mesmo.
Dá pra chamar um cara desse de radical? Acho que não! Apenas interpreto o que leio e dialogo comigo mesmo. Quando pensamos, interrogamos, sugerimos e até duvidamos. Por isso comecei a duvidar se alguns cântcos que estamos cantando em nossas Igrejas, realmente são inspirados por Deus. Creio que cabe esta indagação e vou apontar, hoje somente um. Este me dá profundo arrepio, não de alegria, mas confesso que de raiva, quando o ministro anuncia.
Veja só se Deus inspiraria frases como estas: "HOJE o meu milagre vai chegar" , "Me dá vitória NESSA hora". Peço desculpas a quem gosta do mesmo, mas quem o escreveu se esqueceu ou nunca leu, e se leu não entendeu a clareza do Capítulo 3 de Eclesiastes que diz em seu primeiro versículo: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu"
Lendo isso só me resta descansar no Senhor, fazer sua obra e viver a sua vontade. Peço a ele bençãos, e de graça recebo, e quando não recebo, entendo que não faz parte do seu propósito. Posso levar tempo para entender, mas preciso ter esta consciência.
Noto que a Igreja canta esta música como uma terapia de grupo, proclamando que HOJE e NESSA HORA Deus vai abençoar, Deus vai dar, vai abrir as comportas do Céu e vai dar tudo o que eles querem e precisam. Será que isso vai realmente acontecer naquele momento?
Vejo alguns irmãos ficando decepcionados pois a mais ou menos três anos cantam essa música e nada muda. Notem que estas declarações atrapalham a percepção das pessoas quanto ao agir de Deus, e as mesmas a cada dia vão crendo mais em correntes, em orações de poder do que no próprio Deus que lhe é íntimo e lhe ouve a qualquer hora. Em contrapartida alguns espertalhões se dão bem com isso, vendendo CDs, fazendo campanhas, etc...
Em pleno século 21, com o avanço imenso do pensamento e da tecnologia,onde o homem se declara tão livre, o mesmo se torna escravo de fanfarrões e indulgentes. Confesso que por algumas ocasiões acho que estamos voltando aos tempos medievais, onde "os mais íntimos de Deus", cobravam para abençoar, vendiam lugares no céu, etc.
Onde tudo isso vai parar? Jesus expulsou os mercadores do templo, mas hoje nós os convidamos para entrar.
Dá pra chamar um cara desse de radical? Acho que não! Apenas interpreto o que leio e dialogo comigo mesmo. Quando pensamos, interrogamos, sugerimos e até duvidamos. Por isso comecei a duvidar se alguns cântcos que estamos cantando em nossas Igrejas, realmente são inspirados por Deus. Creio que cabe esta indagação e vou apontar, hoje somente um. Este me dá profundo arrepio, não de alegria, mas confesso que de raiva, quando o ministro anuncia.
Veja só se Deus inspiraria frases como estas: "HOJE o meu milagre vai chegar" , "Me dá vitória NESSA hora". Peço desculpas a quem gosta do mesmo, mas quem o escreveu se esqueceu ou nunca leu, e se leu não entendeu a clareza do Capítulo 3 de Eclesiastes que diz em seu primeiro versículo: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu"
Lendo isso só me resta descansar no Senhor, fazer sua obra e viver a sua vontade. Peço a ele bençãos, e de graça recebo, e quando não recebo, entendo que não faz parte do seu propósito. Posso levar tempo para entender, mas preciso ter esta consciência.
Noto que a Igreja canta esta música como uma terapia de grupo, proclamando que HOJE e NESSA HORA Deus vai abençoar, Deus vai dar, vai abrir as comportas do Céu e vai dar tudo o que eles querem e precisam. Será que isso vai realmente acontecer naquele momento?
Vejo alguns irmãos ficando decepcionados pois a mais ou menos três anos cantam essa música e nada muda. Notem que estas declarações atrapalham a percepção das pessoas quanto ao agir de Deus, e as mesmas a cada dia vão crendo mais em correntes, em orações de poder do que no próprio Deus que lhe é íntimo e lhe ouve a qualquer hora. Em contrapartida alguns espertalhões se dão bem com isso, vendendo CDs, fazendo campanhas, etc...
Em pleno século 21, com o avanço imenso do pensamento e da tecnologia,onde o homem se declara tão livre, o mesmo se torna escravo de fanfarrões e indulgentes. Confesso que por algumas ocasiões acho que estamos voltando aos tempos medievais, onde "os mais íntimos de Deus", cobravam para abençoar, vendiam lugares no céu, etc.
Onde tudo isso vai parar? Jesus expulsou os mercadores do templo, mas hoje nós os convidamos para entrar.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Crises II
Demorei um tempo entre um artigo e este propositalmente. No último escrevi sobre crises, e hoje volto a escrever sobre o mesmo tema. Quero abordar agora sobre uma crítica que recebi a respeito de minha fé. Andei estudando sobre a mesma, e procurei encontrar alguém que pensasse a fé diferentemente de mim. Encontrei! Mas não me satisfizeram. Encontrei conceitos de fé, nada mais que místicos ou até mesmo sem fundamento algum a luz da palavra de Deus. Mas não posso negar que durante muitos anos de minha vida cristã, eu pensava como estes teóricos. Acreditava que a fé seria algo que de acordo com a força que eu a exercesse, a mesma faria com que um Deus cheio de má vontade, de seu trono longínquo, estenderia a sua mão para me abençoar depois de muita insistência de minha parte. Devido a este tipo de conceito, encontramos os mais variados tipos de correntes, desde os que pedem libertação até os que abençoam empresários para que não submerjam devido a crise mundial. Pode?
Se pode eu não sei, sei que estão por aí, divulgamdo o conceito mais superficial de fé que eu já vi.
Nestes dias de crise, que ainda passo, pude perceber que a minha fé é algo mais sublime que tudo isso. Entendi que como diz no Salmo 23, eu posso estar no vale da sombra da morte, mas Ele, não está lá no céu me olhando de longe, mas caminha por ele comigo. Os discípulos que estavam no barco com Jesus em meio a tempestade, não entederam isso, e quiseram o acordar. Jesus os advertiu dizendo: Homens de pequena fé! Moisés reclamou dizendo ao Senhor que Ele o havia mandado subir com o povo, mas não lhe disse quem iria com ele. O Senhor lhe respondeu dizendo: A minha presença subirá contigo e lhe darei descanso". Moisés ali reconheceu que companhia melhor o Senhor não poderia lhe dar e afirmou que se a Presença do Senhor realmente não fosse com ele, que não o fizesse subir.
Queridos, pude concluir, que o Pai sempre está conosco, caminha junto e que nada melhor que isso poderia acontecer. Diante disso a nós basta confiar no caráter de Deus, que o mesmo cuida de nós e que suas inteções é de nos dar o melhor.
Mesmo assim, ainda me encontro ansioso, e a minha maior luta é crucificar este meu Eu, o Paulo ansioso que resolve tudo sozinho e que quando se encontra numa encruzilhada, é incapaz de se meter numa corrente com propósitos, e ao mesmo sabendo que Deus está comigo no deserto, ou no vale da sombra da morte, muitas vezes quero caminhar na frente dele, e ele quer caminhar lado a lado comigo.
Entender, eu entendo tudo, mas na prática a teoria é outra.
Deve ser por isso que ainda não sai do deserto, pois até para sair, é preciso saber caminhar. Tenho que entender que o deserto é uma prova, e que se eu não souber resolver as questões por ele propostas, terei que refaze-las, assim como o povo de Israel que a fez por 40 anos.
O meu desejo não é sair agora, mas sair preparado para o próximo deserto, e supera-lo de graça em graça.
Se pode eu não sei, sei que estão por aí, divulgamdo o conceito mais superficial de fé que eu já vi.
Nestes dias de crise, que ainda passo, pude perceber que a minha fé é algo mais sublime que tudo isso. Entendi que como diz no Salmo 23, eu posso estar no vale da sombra da morte, mas Ele, não está lá no céu me olhando de longe, mas caminha por ele comigo. Os discípulos que estavam no barco com Jesus em meio a tempestade, não entederam isso, e quiseram o acordar. Jesus os advertiu dizendo: Homens de pequena fé! Moisés reclamou dizendo ao Senhor que Ele o havia mandado subir com o povo, mas não lhe disse quem iria com ele. O Senhor lhe respondeu dizendo: A minha presença subirá contigo e lhe darei descanso". Moisés ali reconheceu que companhia melhor o Senhor não poderia lhe dar e afirmou que se a Presença do Senhor realmente não fosse com ele, que não o fizesse subir.
Queridos, pude concluir, que o Pai sempre está conosco, caminha junto e que nada melhor que isso poderia acontecer. Diante disso a nós basta confiar no caráter de Deus, que o mesmo cuida de nós e que suas inteções é de nos dar o melhor.
Mesmo assim, ainda me encontro ansioso, e a minha maior luta é crucificar este meu Eu, o Paulo ansioso que resolve tudo sozinho e que quando se encontra numa encruzilhada, é incapaz de se meter numa corrente com propósitos, e ao mesmo sabendo que Deus está comigo no deserto, ou no vale da sombra da morte, muitas vezes quero caminhar na frente dele, e ele quer caminhar lado a lado comigo.
Entender, eu entendo tudo, mas na prática a teoria é outra.
Deve ser por isso que ainda não sai do deserto, pois até para sair, é preciso saber caminhar. Tenho que entender que o deserto é uma prova, e que se eu não souber resolver as questões por ele propostas, terei que refaze-las, assim como o povo de Israel que a fez por 40 anos.
O meu desejo não é sair agora, mas sair preparado para o próximo deserto, e supera-lo de graça em graça.
sábado, 21 de março de 2009
Crises
"O dia não terminará sem que eu veja deus agir em meu favor"
Forte isso, não? A música que contém este verso diz coisas muito importantes para nossas vidas. Diz que podemos estar no deserto ou no vale, mas que Deus não falhará! Chego a me emocionar quando escuto, pois toca muito ao meu coração, mas para variar, não me deixo levar apenas pelo coração, meditei na letra, e fiquei um tanto quanto intrigado em relação a frase que coloquei entre aspas no início do texto.
Conheço uma pessoa que recebeu uma proposta de um excelente emprego, emprego este que mudaria suas condições de vida, sendo que a pessoa que lhe ofereceu a oportunidade lhe disse que o ligaria até o fim do dia para lhe dar a resposta. Logo este rapaz lembrou desta música, afinal tinha tudo a ver com o que ele estava passando. Sendo que a noite caiu, e o dia findou sem que seu telefone tocasse. Como assim? Eu canto isso todo domingo na minha igreja, eu todos os dias ponho esta música para tocar em meu MP3 e ainda ponho esta mesma frase no meu Orkut, como forma de declarar a minha vitória! Como assim aquele rapaz não recebeu o telefonema?
Como já disse, é intrigante, não é mesmo?
Meus queridos leitores, os meus dias, principalmente os de crise, aqueles dias mencionados na canção, onde estou no deserto e no vale, onde somente quem caminha comigo é o meu Senhor Jesus, costuma ter aproximadamente 240 horas ou mais. Não sou eu quem delimito tempo em que Deus vai agir em meu favor, pois se fosse desta maneira, pediria a Ele que meus dias de luta tivessem apenas uma fração de segundos suficientes para um piscar de olhos. Seria muito bom se eu tivesse este poder, mas graças ao meu bom Deus eu não o tenho, pois somente assim aprendo com as crises, pois Ele sabe por quais tenho que passar e otempo que vão durar e o que vou aprender. Eu não posso me ensinar aquilo que não sei, por isso me rendo a vontade de Deus quando passo pela crise, procuro enxergar como aprendizado, a Pedagogia do Senhor.
Aprendi a crer que realmente ele tem o melhor pra mim. Como assim Paulo, você é nascido e criado em berço cristão e não sabe disso? saber eu sei, mas não vivi, e sem viver, não poderiar crer. Quando creio realmente que ele é meu Senhor e que conhece a mim e meus limites muito mais profundamente que eu mesmo, eu me ENTREGO a sua vontade.
Por isso, tenho medo de afirmar o tempo em que acabará a minha crise, pois mesmo eu achando que em um certo momento do dia ele vai agir, estou pensando muito errado, pois antes que a crise chegue, ele já está agindo em meu favor!
Glória a Deus!
Forte isso, não? A música que contém este verso diz coisas muito importantes para nossas vidas. Diz que podemos estar no deserto ou no vale, mas que Deus não falhará! Chego a me emocionar quando escuto, pois toca muito ao meu coração, mas para variar, não me deixo levar apenas pelo coração, meditei na letra, e fiquei um tanto quanto intrigado em relação a frase que coloquei entre aspas no início do texto.
Conheço uma pessoa que recebeu uma proposta de um excelente emprego, emprego este que mudaria suas condições de vida, sendo que a pessoa que lhe ofereceu a oportunidade lhe disse que o ligaria até o fim do dia para lhe dar a resposta. Logo este rapaz lembrou desta música, afinal tinha tudo a ver com o que ele estava passando. Sendo que a noite caiu, e o dia findou sem que seu telefone tocasse. Como assim? Eu canto isso todo domingo na minha igreja, eu todos os dias ponho esta música para tocar em meu MP3 e ainda ponho esta mesma frase no meu Orkut, como forma de declarar a minha vitória! Como assim aquele rapaz não recebeu o telefonema?
Como já disse, é intrigante, não é mesmo?
Meus queridos leitores, os meus dias, principalmente os de crise, aqueles dias mencionados na canção, onde estou no deserto e no vale, onde somente quem caminha comigo é o meu Senhor Jesus, costuma ter aproximadamente 240 horas ou mais. Não sou eu quem delimito tempo em que Deus vai agir em meu favor, pois se fosse desta maneira, pediria a Ele que meus dias de luta tivessem apenas uma fração de segundos suficientes para um piscar de olhos. Seria muito bom se eu tivesse este poder, mas graças ao meu bom Deus eu não o tenho, pois somente assim aprendo com as crises, pois Ele sabe por quais tenho que passar e otempo que vão durar e o que vou aprender. Eu não posso me ensinar aquilo que não sei, por isso me rendo a vontade de Deus quando passo pela crise, procuro enxergar como aprendizado, a Pedagogia do Senhor.
Aprendi a crer que realmente ele tem o melhor pra mim. Como assim Paulo, você é nascido e criado em berço cristão e não sabe disso? saber eu sei, mas não vivi, e sem viver, não poderiar crer. Quando creio realmente que ele é meu Senhor e que conhece a mim e meus limites muito mais profundamente que eu mesmo, eu me ENTREGO a sua vontade.
Por isso, tenho medo de afirmar o tempo em que acabará a minha crise, pois mesmo eu achando que em um certo momento do dia ele vai agir, estou pensando muito errado, pois antes que a crise chegue, ele já está agindo em meu favor!
Glória a Deus!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Os três requisitos para se tornar discípulo de Jesus
A luz da Palavra de Deus, encontramos em diversas de suas passagens, alguns outros requisitos para tornar-se um discípulo de Jesus. Essas mesmas passagens nos mostram que Jesus era acompanhado na maioria das suas aparições, por grandes multidões, para isso basta lembrar que Jesus alimentou cinco mil homens , que Zaqueu para enxerga-Lo teve que subir numa árvore e que a mulher do fluxo de sangue teve que tocar na orla das vestes de Jesus, porque tenho a certeza que Jesus a receberia independentemente de sua enfermidade ou pecado, mas consigo compreender o tamanho do obstáculo cultural e físico que ela teve somente para tocar nas vestes do Mestre, sem mencionar nenhuma palavra sequer.
Tendo em vista esses relatos da Bíblia Sagrada podemos ver que nosso Mestre era acompanhado quase sempre por multidões que queriam receber dele algo diferente, queriam conhecer aquele sujeito que fazia milagres e que se auto intitulava, o Rei dos Judeus. Sua fama percorreu por toda aquela região e seus confins. Mas o Mestre como que numa proposta atemporal buscava e busca até hoje, não somente seguidores curiosos, ou apenas sedentos de milagres imediatos, mas discípulos, que tenham sua vida marcada por querer imita-lo, por querer cumprir sua vontade independente e inegociavelmente a qualquer valor desta vida.
O primeiro requisito que é citado no evangelho de Mateus é que para ser discípulo o candidato deve negar a si mesmo. Nesse sentido a indagação flui de modo a questionar como poderia eu, negar a mim mesmo?Vivo em mundo tão individualista, exemplo disso é quando tomo um transporte coletivo e olho a minha volta, vejo cada um com seus fones de ouvido conectados a seus MP3 ou celulares. A viagem segue, estão todos ali, para cumprir o mesmo trajeto, certamente fazem isso todos os dias juntos, mas não se conhecem. Como eu me negaria tendo tantas opções para me satisfazer, tantos shoppings centers, tantas diversidades de escolha, cada uma mais personalizada, ninguém quer ser igual a ninguém, todos querem ser vip e ter tudo na velocidade do fast-food!Como eu cidadão deste mundo moderno, poderia negar a mim mesmo diante de tudo isso? Fico a pensar que negar a si mesmo é ter uma causa maior, é conhecer uma causa maior e se sentir parte dela. Vemos que hoje em dia somos muito mais multidão que discípulos. Certa vez ,o Pastor Ed René Kivitz em um de seus bem escritos artigos, afirma que em seu auditório de todos os domingos, as pessoas não estão mais ali para saber como agradar a Deus ou como testemunhar de Seu amor , mas como membros de uma sociedade voltada para si mesma, para seus prazeres e vontades, se encontram naquele local para ouvir do Pastor uma mensagem hedonistica ensinando a viver bem nesta terra. Esperam uma mensagem que lhes forneça alguns breves passos para a conquista de algum bem ou patrimônio, ou até mesmo para multiplicá-los. Vejamos, pois, que nos encontramos nos templos para buscar nossos milagres e esquecemos do bem comunitário que é a salvação em Cristo. Para negar a si mesmo é necessário pensar no coletivo, é buscar de Deus maneiras para cuidar do seu irmão, para buscar um bem comum, dividir com o próximo o bem maior que Deus me deu, que é a vida eterna e deixar de lado a expectativa se Seu milagre vai chegar ou não. Milagre maior é a vida eterna. Sendo assim creio que negar a si mesmo seria buscar de Deus, o bem para o próximo, aniquilando minha individualidade.
O segundo requisito seria tomar a sua cruz e segui-lo. Quando Jesus diz: “Tome sua cruz” logo imaginamos novamente cada um carregando uma cruz, pois ele pronuncia Tome e não tomem. Mas aquele que quer ser discípulo de verdade entende que a cruz é uma só e quando Ele diz para cada um: Tome a sua cruz, Ele imagina todos nós carregando a cruz juntos! Amado, carregar a Cruz de Cristo é mais uma vez, uma atitude voltada para o coletivo. Mas o que seria carregar a cruz? Imagino que carregar a cruz de cristo, seria lembrar a todo o momento do sacrifício feito por mim, e se por onde eu for, eu carregar esta cruz, não só eu mas todos que me observarem verão também este sacrifício. Alguns entendem que carregar a cruz de cristo é um certo ativismo religioso. Tendo a percepção anterior como parâmetro vejo que esta é a verdadeira marca da promessa. È carregar consigo o símbolo daquilo que me salvou e me deu a vida eterna. Sendo assim, devemos juntos carregar esta marca.
O Terceiro requisito seria seguir. Verificamos neste texto que muitos seguiam a Jesus, mas não eram seus discípulos. Jesus quer que o sigamos no sentido de ser como ele, seguir seus valores que são eternos, entendendo profundamente o que ele quer de nós, buscando e desenvolvendo uma vida íntima com Deus. Seguir a Cristo, carregando sua cruz, negando a si mesmo traz a nós uma visão muito mais ampla daquilo que é o Reino de Deus. Quando temos nossa aliança com Deus firmadas nesses três pilares começamos a caminhar no sentido da obra que ele tem confiado em nossas mãos. Fazer tudo isso é nada mais que entender que precisamos estar juntos, pois um discípulo não sobrevive sozinho, precisamos multiplicar em número e em qualidade. Discípulos fazem discípulos, seguidores constroem decepcionados.
Tendo em vista esses relatos da Bíblia Sagrada podemos ver que nosso Mestre era acompanhado quase sempre por multidões que queriam receber dele algo diferente, queriam conhecer aquele sujeito que fazia milagres e que se auto intitulava, o Rei dos Judeus. Sua fama percorreu por toda aquela região e seus confins. Mas o Mestre como que numa proposta atemporal buscava e busca até hoje, não somente seguidores curiosos, ou apenas sedentos de milagres imediatos, mas discípulos, que tenham sua vida marcada por querer imita-lo, por querer cumprir sua vontade independente e inegociavelmente a qualquer valor desta vida.
O primeiro requisito que é citado no evangelho de Mateus é que para ser discípulo o candidato deve negar a si mesmo. Nesse sentido a indagação flui de modo a questionar como poderia eu, negar a mim mesmo?Vivo em mundo tão individualista, exemplo disso é quando tomo um transporte coletivo e olho a minha volta, vejo cada um com seus fones de ouvido conectados a seus MP3 ou celulares. A viagem segue, estão todos ali, para cumprir o mesmo trajeto, certamente fazem isso todos os dias juntos, mas não se conhecem. Como eu me negaria tendo tantas opções para me satisfazer, tantos shoppings centers, tantas diversidades de escolha, cada uma mais personalizada, ninguém quer ser igual a ninguém, todos querem ser vip e ter tudo na velocidade do fast-food!Como eu cidadão deste mundo moderno, poderia negar a mim mesmo diante de tudo isso? Fico a pensar que negar a si mesmo é ter uma causa maior, é conhecer uma causa maior e se sentir parte dela. Vemos que hoje em dia somos muito mais multidão que discípulos. Certa vez ,o Pastor Ed René Kivitz em um de seus bem escritos artigos, afirma que em seu auditório de todos os domingos, as pessoas não estão mais ali para saber como agradar a Deus ou como testemunhar de Seu amor , mas como membros de uma sociedade voltada para si mesma, para seus prazeres e vontades, se encontram naquele local para ouvir do Pastor uma mensagem hedonistica ensinando a viver bem nesta terra. Esperam uma mensagem que lhes forneça alguns breves passos para a conquista de algum bem ou patrimônio, ou até mesmo para multiplicá-los. Vejamos, pois, que nos encontramos nos templos para buscar nossos milagres e esquecemos do bem comunitário que é a salvação em Cristo. Para negar a si mesmo é necessário pensar no coletivo, é buscar de Deus maneiras para cuidar do seu irmão, para buscar um bem comum, dividir com o próximo o bem maior que Deus me deu, que é a vida eterna e deixar de lado a expectativa se Seu milagre vai chegar ou não. Milagre maior é a vida eterna. Sendo assim creio que negar a si mesmo seria buscar de Deus, o bem para o próximo, aniquilando minha individualidade.
O segundo requisito seria tomar a sua cruz e segui-lo. Quando Jesus diz: “Tome sua cruz” logo imaginamos novamente cada um carregando uma cruz, pois ele pronuncia Tome e não tomem. Mas aquele que quer ser discípulo de verdade entende que a cruz é uma só e quando Ele diz para cada um: Tome a sua cruz, Ele imagina todos nós carregando a cruz juntos! Amado, carregar a Cruz de Cristo é mais uma vez, uma atitude voltada para o coletivo. Mas o que seria carregar a cruz? Imagino que carregar a cruz de cristo, seria lembrar a todo o momento do sacrifício feito por mim, e se por onde eu for, eu carregar esta cruz, não só eu mas todos que me observarem verão também este sacrifício. Alguns entendem que carregar a cruz de cristo é um certo ativismo religioso. Tendo a percepção anterior como parâmetro vejo que esta é a verdadeira marca da promessa. È carregar consigo o símbolo daquilo que me salvou e me deu a vida eterna. Sendo assim, devemos juntos carregar esta marca.
O Terceiro requisito seria seguir. Verificamos neste texto que muitos seguiam a Jesus, mas não eram seus discípulos. Jesus quer que o sigamos no sentido de ser como ele, seguir seus valores que são eternos, entendendo profundamente o que ele quer de nós, buscando e desenvolvendo uma vida íntima com Deus. Seguir a Cristo, carregando sua cruz, negando a si mesmo traz a nós uma visão muito mais ampla daquilo que é o Reino de Deus. Quando temos nossa aliança com Deus firmadas nesses três pilares começamos a caminhar no sentido da obra que ele tem confiado em nossas mãos. Fazer tudo isso é nada mais que entender que precisamos estar juntos, pois um discípulo não sobrevive sozinho, precisamos multiplicar em número e em qualidade. Discípulos fazem discípulos, seguidores constroem decepcionados.
Assinar:
Postagens (Atom)